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24 setembro, 2010

Sobre os Espíritos que se creem ainda vivos


Autor espiritual: Santo Agostinho

Já falamos, muito frequentemente, das diversas provas e expiações
mas cada dia delas descobris novas? Elas são infinitas, como os vícios da Humanidade e como vos estabelecer delas a nomenclatura? Todavia, vindes de nos reclamar por um fato, e vou tentar vos instruir. Nem tudo é prova na existência; a vida do Espírito continua, como já vos foi dito, desde seu nascimento até o infinito; para uns a morte não é senão um simples acidente que não influi em nada sobre o destino daquele que morre. Uma telha caída, um ataque de apoplexia, uma morte violenta, muito frequentemente, não fazem senão separar o
Espírito de seu envoltório material; mas o envoltório perispiritual conserva, pelo menos em parte, as propriedades do corpo que acaba de sucumbir.
Num dia de batalha, se eu pudesse vos abrir os olhos que possuís, mas dos quais não podeis fazer uso, veríeis muitas lutas continuarem, muitos soldados subir ainda ao assalto, defender e atacar os redutos; vós os ouviríeis mesmo produzir seus hurras! e seus gritos de guerra, no meio do silêncio e sob o véu lúgubre que segue um dia de carnagem; o combate acabou, eles retornam aos seus lares para abraçar seus velhos pais, suas velhas mães que os esperam.
Algumas vezes, esse estado dura muito tempo para alguns; é uma continuação da vida terrestre, um estado misto entre a vida corpórea e a vida espiritual. Por que, se foram simples e sábios, sentiriam o frio do túmulo? Por que passariam bruscamente da vida para a morte, da claridade do dia à noite? Deus não é injusto, e deixa aos pobres de Espírito esse gozo, esperando que vejam seu estado pelo desenvolvimento de suas próprias faculdades, e que possam passar com calma da vida material à vida real do Espírito.
Consolai-vos, pois, que tendes pais, mães, irmãos ou filhos que se extinguiram sem luta; talvez lhes seja permitido crer ainda que seus lábios se aproximaram de vossas frontes. Secai vossas lágrimas: os prantos são dolorosos para vós, e eles se admiram de vos ver derramá-los; envolvem vossos colos com seus braços, e vos pedem para sorrir. Sorri, pois, a esses invisíveis, e orai para que mudem o papel de companheiros no de guias; para que desdobrem suas asas espirituais que lhes permitirão planar no infinito e de vos trazer dali as doces emanações.
Não vos digo, notai-o bem, que todos os mortos logo caem nesse estado; não, mas não há um único cuja matéria não tenha que lutar com o Espírito que se reencontra. O duelo teve lugar, a carne foi dilacerada, o Espírito obscureceu-se no instante da separação, e na erraticidade o Espírito reconheceu a verdadeira vida.
Agora vou dizer-vos algumas palavras daqueles para os quais esse estado é uma prova. Oh! quanto ela é penosa! eles se creem vivos e bem vivos, possuindo um corpo capaz de sentir e de saborear os gozos da Terra, e quando suas mãos vão tocar, suas mãos se apagam; quando querem aproximar seus lábios de uma taça ou de uma fruta, seus lábios se aniquilam; eles veem, querem tocar, e não podem nem sentir nem tocar. Quanto o paganismo oferece uma bela imagem desse suplício, apresentando Tântalo tendo fome e sede e não podendo jamais tocar os lábios na fonte d'água que murmura ao seu ouvido, ou o fruto que parece amadurecer para ele. Há maldições e anátemas nos gritos desses infelizes! Que fizeram para suportar esses sofrimentos? Perguntai-o a
Deus: é a lei; ela está escrita por ele. Aquele que fere com espada perecerá pela espada; aquele que profanou seu próximo será profanado por sua vez. A grande lei de talião está inscrita no livro de Moisés, ela o está ainda no grande livro da expiação. Orai, pois, sem cessar por aqueles na hora de seu fim; seus lábios se fecharão, eles dormirão no espaço, como se tivessem dormido sobre a Terra, e reencontrarão, no seu despertar, não mais um juiz severo, mas um pai compassivo lhes destinando novas obras e novos destinos.
Revista Espírita, novembro de 1864

Comércio da Mediunidade


Espírito feminino não gosta do Alcorão
 - Jornal Correio da Manhã(23 de julho 2010), Portugal


Preso em cave durante seis anos por estar possuído.
Um homem da Arábia Saudita chamado Turki, de 29 anos, vive preso e acorrentado numa cave há mais de seis anos porque o seu pai acredita que ele está possuído por um espírito feminino.
Segundo o seu pai, citado pelo 'Daily Mail', Turki “tem convulsões, o seu corpo contorce-se e os olhos ficam brancos. Depois pode se ouvir uma voz feminina vinda dele”
Quando o possuído se começou a comportar de forma estranha, o seu pai levou-o a clérigos muçulmanos na zona para que exorcizassem Turki através de leituras do Alcorão.
“Mas a maior parte deles assustou-se quando ouviram Turki falar com voz feminina dizendo que ela é um génio real e ninguém a consegue banir sem matar primeiro Turki”, disse o pai.
O pai de Turki também já foi vítima de um espírito quando tinha nove anos e sofreu com isso cerca de quatro décadas até que foi exorcizado.
Um saudita activista dos Direitos Humanos, Suhali, visitou Turki e disse que este se encontra em “semi-coma” não tendo qualquer percepção do que se passa à sua volta. Quando Suhali começou a ler alguns versos do Alcorão, Turki ficou furioso e só se acalmou quando a leitura acabou.

Suhali comunicou com o Ministério dos ‘Assuntos’ Sociais pedindo que a família de Turki recebesse melhores condições e para que o filho possuído fosse integrado no programa de segurança social.
                                                 ***
Os casos de obsessão que se revestem de características tão ostensivas como esta, podem ser difíceis de solucionar.
O desespero dos sofredores e das suas famílias, pode cair nas mãos de quem tem banca montada propositadamente para explorar estes casos.                                                     

No Espiritismo não há absolutamente, lugar para o comércio da mediunidade. O que não quer dizer que "condenemos" os médiuns comerciantes. Só que o problema é mais do que o comércio da mediunidade. O problema são os tratantes, sejam médiuns ou falsos médiuns, que se apresentam como detentores de poderes especiais e ilimitados, e que prometem solução para todo o tipo de problemas, fazendo-se pagar a peso de ouro, e logrando invariavelmente o insucesso - porque não fazem a mínima ideia do que estão fazer, ou porque se sabem mesmo charlatães.

Apresentam-se estes indivíduos como capazes de "resolver todos os problemas", incluindo "alcoolismo, toxicodependência, impotência, frigidez, dificuldades económicas, exames, amores não correspondidos, desarmonia no lar, desemprego, falta de clientela na loja", mais tudo o que se possa imaginar.

Na ânsia de alargarem o seu mercado, incluem as "perturbações espirituais" no rol das suas competências. Quer estejam sinceramente convencidos dos seus supostos poderes, ou estejam plenamente cientes de que enganam o próximo, a categoria de médiuns comerciantes, ou supostos médiuns comerciantes, a que nos referimos, não tem mais sucesso no auxílio aos obsidiados do que o sucesso que logra na busca da chave do dinheiro.

Defumadouros, velas, banhos de ervas, banhos de água e sal, banhos de água do mar, recitar de ladainhas, atirar pedras ou cinzas ao mar, uso de amuletos, fricções com preparados de álcool e alhos, são outras tantas maneiras de manter o cliente ocupado e esperançado. Como os resultados não aparecem, os "poderosos magos" refugiam-se em desculpas tais como a de que "alguém viu o tratamento a ser feito", ou outro percalço inventado para renovar a esperança e para manter os pagamentos.

Quando o cliente desiste, por ter gasto todo o seu dinheiro ou por ter concluído que foi enganado, quase nunca faz queixa na Polícia, com vergonha. E o tratante continua impune.

É de uma crueldade inaudita, a exploração do sofrimento das pessoas a braços com problemas obsessivos. A par com os progressos tecnológicos, culturais, científicos e humanísticos que a Humanidade tem feito, subsistem ainda muitas crenças supersticiosas, e quando o sofrimento é mais forte que o sentido crítico, muita gente inteligente acaba por pagar fortunas a embusteiros que as mandam atirar 17 pedras ao mar ou besuntarem-se em álcool e alho, para afastar os maus Espíritos.

Contra esse negócio imoral, levantamos a bandeira do esclarecimento. Recorram aos clérigos das vossas religiões, recorram aos psiquiatras e psicólogos com conhecimentos nesta área, recorram ao Racionalismo Cristão ou ao Espiritismo, recorram à vossa força de vontade. Acima de tudo, recorram a Deus. Não se deixem enredar nas malhas destes exploradores.

"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."



23 setembro, 2010

Perante a Natureza II

Os nossos atos demonstram a proximidade ou a distância em que vivemos da Lei Divina.
Pelo Espírito André Luiz, Chico Xavier




Gorila
Sudão, África
Jardim Botânico-Rio de Janeiro, Brasil
Amazônia-Brasil
"Pois somos cooperadores de Deus." - Paulo (I Coríntios, 3:9.) 

21 setembro, 2010

Perante a Natureza




DIA DA ÁRVORE
Cooperar espontaneamente na ampliação de pomares, tanto quanto auxiliar a arborização e o reflorestamento. 
A vida vegetal é moldura protetora da vida humana.
Pau Brasil

Furtar-se de fazer comércio criminosamente com os recursos da Natureza encontrados na faixas de terra pelas quais se responsabilize.

O mordomo será sempre chamado a contas.


  Pau-brasil é um dos nomes populares da espécie Caesalpinia echinata Lam. (echinata significa "com espinhos"), uma leguminosa nativa da Mata Atlântica, no Brasil. Seu nome em tupi é ibira pitanga, ou "madeira vermelha".
O nome popular em português deriva da cor de brasa da resina vermelha contida na sua madeira. É conhecido também pelos nomes de brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, orabutã, pau-de-pernambuco, pau-de-tinta, pau-pernambuco e pau-rosado. É também conhecida como pau-ferro por ser mais densa do que a água e não flutuar, o que prejudica o seu transporte no meio fluvial. 
Do Livro:Conduta Espírita, Pelo Espírito André Luiz, médium Waldo Vieira
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

13 setembro, 2010

Oscar 2011

                            Enquete para o Oscar 2011

Ministério da Cultura está realizando uma enquete para saber qual filme deve representar o Brasil no Oscar (Melhor Filme Estrangeiro). Vamos votar em um filme espírita??

Em uma iniciativa inédita, o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, abre, de 08 a 20 de Setembro, a votação pública para a sugestão do filme brasileiro a ser indicado para concorrer ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2011.
A votação feita no site será uma indicação para auxiliar a Comissão na escolha do filme vencedor, portanto, uma votação indicativa, sendo a Comissão de Seleção responsável pela deliberação da indicação do filme nacional a concorrer ao Oscar.
Ao final da votação a pontuação será publicada no site e enviada à Comissão de Seleção oficial (já confirmada com a Academy), composta por representantes do Governo, sociedade civil organizada e especialistas no setor.

O filme escolhido será divulgado no dia 23 de Setembro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.
Qual filme brasileiro você gostaria de ver concorrendo ao Oscar 2011?
São vários os filmes inscritos para concorrer à indicação de representação de filme brasileiro no Oscar 2011 de Melhor Filme Estrangeiro. Participe você também, dê sua sugestão! 
Até o momento o filme “Nosso Lar” está vencendo a votação, com 64% dos votos, seguido por “Chico Xavier”, com 12%.
Que tal votarmos em um filme com temática espírita? Vamos ajudar a divulgar uma mensagem espiritual, certamente desconhecida por muitos fora do Brasil!

Para participar da votação CLIQUE AQUI.
Imagem: Filme NOSSO LAR

11 setembro, 2010

A Viagem (Infantil)




Melissa chegou muito triste da escola aquele dia. Logo sua mãe chegou e perguntou o que havia acontecido.

- Não tenho um tênis como o da Carol. Todas as garotas têm.

- Não podemos lhe dar outro tênis agora. Acho que você não devia se aborrecer por isso. - disse Dona Joana.

Pensou como poderia ajudar a filha... Então, teve uma idéia:
- Vou lhe contar uma novidade: vamos fazer uma viagem. Não sabemos ainda que dia embarcaremos. Mas preciso de sua ajuda. Quero que você faça a sua mala. Ela deve estar logo pronta.

A garota correu ao quarto, pegou a maior mala que havia e começou a colocar várias coisas dentro: suas melhores roupas, seus brinquedos preferidos. Contou sobre a viagem para Isabela, sua irmã, que logo começou a arrumar uma mala enorme também.

Durante muito tempo pensaram nas coisas que levariam, pois nunca tinham arrumado suas próprias malas. Melissa era uma menina estudiosa, mas muito apegada às suas coisas, aos seus brinquedos, às suas roupas.

No dia seguinte as duas garotas estavam com as malas prontas, quando Dona Joana chegou.
- Para onde vamos? - indagou Isabela.

- Isso depende - disse a mãe. Depende de nossas atitudes. A viagem que vamos fazer será única nesta encarnação e é muito importante. Vamos para um lugar que já conhecemos, mas não lembramos. Alguém sabe para onde vamos?

As meninas não sabiam.

- A senhora não disse o dia que partiremos - lembrou Melissa. Ninguém sabe o dia, mas é preciso estar sempre preparado, de malas prontas. Posso abrir a bagagem de vocês, para ver o que há dentro?

E logo começou a tirar tudo de dentro das malas, dizendo:
- Essas roupas vocês não poderão levar, nem esses brinquedos, nem os sapatos, o dinheiro também não. Vocês acham que isso é realmente importante? Todas essas coisas materiais?

- Mas mãe, disse Isabela, o que vamos vestir e comer?

- Essa viagem é diferente. Um dia, garotas, todos nós vamos desencarnar e retornar ao Mundo Espiritual. Nessa viagem não levaremos nada que é material. Não levaremos roupas, sapatos, brinquedos, dinheiro, nossa casa, nem mesmo nosso corpo, que ficará por aqui mesmo, enterrado.- continuou a mãe.

- Não gosto de falar de morte falou baixinho Isabela.

- Mas, às vezes é preciso, para que possamos aprender a valorizar aquilo que realmente importa em nossa vida. De tudo o que você colocou em sua mala, Melissa, você apenas levará a afeição de sua família, mas sem a casa que aparece no fundo da foto. E você Isabela, levará o conhecimento adquirido nos livros que estavam em sua mala, mas não os livros

- Só isso? - indagou a garota.

- Não. Levamos tudo de bom que aprendemos e realizamos - continuou a mãe. Todo o amor que temos no coração e todas as boas ações que fazemos. Por isso Melissa, não é importante o tênis que você usa ou ter a roupa da última moda. Suas roupas devem estar limpas e seu corpo merece cuidados, como exercícios e alimentação saudável, para que ele tenha saúde e continue lhe servindo nesta encarnação.

- Entendi, mãe, disse a menina. O que vale é o que somos, não o que temos. Podemos guardar as malas?

- Sim. Mas fiquem com essas aqui. A mãe deu a cada garota uma bolsinha em forma de coração. Guardem em seu coração, todas as noites, escrito em um papel, as boas ações que realizaram durante o dia, para que na hora do desencarne vocês possam ter muitas coisas importantes para levar.

As garotas ganharam um forte abraço da mãe, e ficaram sabendo que os laços de amor não se interrompem quando do desencarne. A partir daquele dia passaram a dar às coisas materiais o valor transitório que elas têm, sem apegar-se e sem revolta por não terem, muitas vezes, as coisas que gostariam. E o coração de cada uma das garotas, cada vez mais, passou a armazenar caridade, paz e amor, em gestos, palavras e ações.

Cláudia Schmidt  - Escreva no desenho o que você quer levar na sua mala.

Desenho para Colorir - A Mala

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07 setembro, 2010

Sim, sim, não, não!

O prezado leitor, certamente, conhece a história daquele homem que se gabava de viver “às mil maravilhas” com mulher e filhos.
Um amigo, que sabia de coisas por ele ignoradas, recomendou-lhe que testasse os familiares anunciando a cada um, enfaticamente:
– Eu sei de tudo!
Assim fez.
Ante a afirmativa peremptória, todos mostraram a face oculta.
A esposa estava enrolada no Banco.
O filho consumia drogas.
A filha praticara um aborto.
A sogra o difamava.
A doméstica o roubava.
Quase “fundiu a cuca” ao perceber que estava mergulhado num oceano de falsidades.
                                            ***
É a imaturidade que leva o indivíduo a mentir.
Falta à verdade para tirar vantagem, furtar-se às suas responsabilidades, livrar-se de seus problemas…
É típico de nosso povo. Não obstante a índole fraterna e boa, está sempre disposto a burlar os regulamentos e infringir a lei, em iniciativas que a sabedoria popular define como o “jeitinho brasileiro”.
Mas, antes de constituir característica de uma nação ou de uma raça, a mentira exprime tendência inerente à Humanidade, no estágio de evolução em que nos encontramos.
Por isso, o profeta Isaías enfatizava que todo homem é mentiroso.
Reporta-se, obviamente, ao ser humano, porquanto também as nobres representantes do sexo feminino fazem das suas.
Dizem as más línguas que as mulheres aprendem a chorar para que as pessoas acreditem em suas lorotas.
                                         ***
A mentira está na raiz de todos os males, estendendo-se como erva daninha no relacionamento social.
Filhos dela, instrumentos de auto-afirmação social e profissional, temos a bajulação, a calúnia, a demagogia, a hipocrisia, a maledicência…
E não é novidade que alguns dos melhores propagandistas e vendedores dos produtos de consumo são incríveis mentirosos, hábeis na arte de iludir os incautos com sua falácia.
A rainha desse engodo é a televisão.
Montada sobre objetivos mercantilistas, condiciona nossos hábitos, nossas iniciativas, nossa maneira de viver…
Ante a sutileza da técnica de envolver e das imagens condicionantes, operam-se prodígios.
Produtos de duvidoso valor nutritivo, aparecem como fontes de vitalidade.
Substâncias inócuas, transformam-se em panacéias, capazes de resolver variados problemas de saúde.
Lojas que exploram a bolsa do povo, são exaltadas como o paraíso da economia.
O pior está nos comerciais do cigarro, apresentados com tais requintes que convencem os incautos de que fumar dá status, torna o indivíduo atraente viril, campeão do sucesso, capaz de desfrutar plenamente as delícias da vida.
“Entre para o mundo de …” – dizia a propaganda famosa, que nos apresentava belos cavalos, fazendas magníficas, prados verdejantes, homens viris, belos e felizes, a fumar tranquilamente, passando a falsa idéia de que fumar é tudo isso.
Deveriam incluir alguns asnos, a representar os incautos que embarcam nessa criminosa impostura.
                                               ***
Observe algo significativo, amigo leitor: todo o mal no Mundo está associado à mentira!
Pudéssemos eliminá-la e estaríamos às portas do Reino Divino. Sem ela, não haveria adultério, estelionato, roubo, corrupção, políticos venais, comerciantes desonestos, atletas drogados…
Para que nos disponhamos a esse esforço é preciso admitir que, longe de resolver os nossos problemas, a mentira apenas os transfere, em regime de débito agravado.
Podemos mandar dizer ao credor que não estamos em casa, mas ele voltará, com juros acrescidos.
O mentiroso torna-se escravo da mentira. Para sustentar a falsidade inicial é obrigado a mentir sempre, comprometendo-se moral e espiritualmente.
No tesouro de minhas recordações mais ternas da infância, há a figura de Pinóquio, boneco feito gente, cujo nariz crescia desmesuradamente, sempre que mentia.
Evidente que o apêndice nasal não se altera quando faltarmos à verdade. Se acontecesse, raros evitariam narigadas.
Não obstante, desajusta-se o nosso psiquismo, situando-nos à mercê de influências inferiores.
Em nosso próprio benefício, portanto, é recomendável cultivar a verdade, sustentando um comportamento compatível com a recomendação de Jesus:
Seja o vosso falar, sim, sim, não, não! (Mateus, 5:37).
Ainda que em princípio nos julguemos em desvantagem, num mundo onde raros não mentem, conquistaremos algo de valor inestimável, sem o qual é complicado conviver:
A confiança das pessoas.
Livro Para Rir e Refletir, Richard Simonetti
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06 setembro, 2010

Expectativas



Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou. Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Quando tentou espantá-lo novamente, foi que viu que o animal trazia um bilhete na boca. Ele pegou o bilhete e leu:
- Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado....

Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 reais. Então pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.

O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, decidiu seguir o animal. O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua. O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso. Ninguém respondeu na casa. Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro. O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:

- Por Deus do céu, o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!

A pessoa respondeu:
- Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido esquece a chave!!!

Moral da história: você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado. Qualquer um pode suportar a adversidade, mas se quiser testar o caráter de alguém, dê-lhe o poder.

Quem conhece os outros é inteligente. 

Quem conhece a si mesmo é iluminado. 
Quem vence os outros é forte.

Quem vence a si mesmo é invencível!
            
Maus-tratos contra animais 

Antes de qualquer atitude, certifique-se de que se trata de um caso de maus tratos (veja as leis em vigor, abaixo). Colha evidências, testemunhos e observações que comprovem a situação. Sempre que possível, procure conversar com o agressor, salientando o fato de que ele está cometendo um crime. Aja de maneira objetiva mas com educação. Tenha em mente que o seu objetivo é o bem estar do animal. Veja as leis:
- Decreto Lei Nº 24.645, de 10 de julho de 1934, que define maus-tratos contra animais.
- Lei Federal Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, a "Lei dos Crimes Ambientais".Os atos de abuso e de maus-tratos com animais configuram crime ambiental e, portanto, devem ser comunicados à polícia, que registrará a ocorrência, instaurando inquérito.
Como denunciar:
Toda pessoa que seja testemunha de atentados contra animais PODE e DEVE comparecer a delegacia mais próxima e lavrar um Termo Circunstanciado, espécie de Boletim de Ocorrência (BO), citando o artigo 32 "Praticar ato de abuso e maus-tratos à animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos ", da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98. 

05 setembro, 2010

Música

O indiferente, o fanático, o supersticioso, o negador, o maldizente, o hipócrita, o que não se esforça pelo seu engrandecimento e não trabalha pelo bem geral, é sal insípido.
Do Livro:Parábolas e Ensinos de Jesus, Caibar Schutel

Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, 
com que se há de salgar?”
Jesus (Mateus 5:13)´





Refletindo sobre a oração...

Quênia, África

Em uma pequena vila ao pé de uma montanha houve um período prolongado de seca e calor que acabou com as plantações e com o gado, deixando a todos na miséria e passando fome.
Quando a situação já estava insuportável, o líder religioso da aldeia chamou a todos e comunicou:
- Amanhã pela manhã, quando ainda não estiver tão calor, vamos todos subir até o topo da montanha e lá faremos orações para que Deus nos mande chuva. Estando mais perto Dele, acredito que Ele nos ouvirá, verá o sacrifício que estamos fazendo e nos atenderá.

No dia seguinte se reuniram ao pé da montanha, conforme combinado. Porém, antes de iniciar a subida, o líder reparou que um garoto de oito anos estava com chapéu, capa de chuva e galochas, suando desesperadamente naquele calor. Bravo, ele repreendeu o garoto:

- Filho! O que você está fazendo? Você vai morrer de calor, vestido assim.
E o garoto, tranquilamente, virou-se para o homem e disse:
- Nós não vamos pedir chuva para Deus?… Então, precisamos estar preparados!...

                                         * * *
Muitas vezes oramos, mas não cremos que Deus nos concederá o que Lhe pedimos. Ou achamos que não o merecemos, ou pensamos que somos insignificantes demais e o Pai tem coisas mais importantes a fazer do que cuidar de cada um de nós.

Então, quero lhe dizer que não basta orar. É preciso orar com o coração e fé. É preciso confiar em Deus e entregar a Ele as suas preocupações.
Você costuma orar? Como são suas orações? Pense um pouco sobre isso.                                                                                    Roberto Shinyashiki


“A oração é o compromisso da criatura com o Criador, compromisso de testemunho e esforço, de dedicação aos superiores desígnios. Toda prece, entre nós, deve significar, acima de tudo, fidelidade do coração”
André Luiz – Livro 'Os Mensageiros' – Psicografia Chico Xavier

"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

Delito e Reencarnação

Por ódio trocado, Antônia
Matou Lina do Lagarto.
Hoje, elas são mãe e filha
Doentes no mesmo quarto.

Joaquim arrasou Simão
Para tomar-lhe Ana Vera,
Mas Simão tornou a ele,
É o filho que o não tolera.

Por Téo, Naná largou Juca
Que se matou pela ingrata,
E Juca voltou a ela,
É o filho que a desacata.

Manoel seduziu Percília,
Deixando-a em tombos loucos...
Ela morreu e voltou:
É a filha que o mata aos poucos.

Por Zina, matou-se João...
Um carro fê-lo aos pedaços...
Hoje ele é o filho doente
Que Zina beija nos braços.

 Tesouro maior da vida
É a mente tranquila e sã.
Erro que a gente faz hoje
A vida acerta amanhã.

Por: Cornélio Pires
Psicografia: Chico Xavier
Livro: Chico Xavier Pede Licença
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

03 setembro, 2010

Alma penada?





Cemitério, Cuba
Alma penada? Do imaginário popular origina-se esta curiosa expressão: alma penada. Simboliza, assim, aqueles Espíritos que deixaram o mundo dos vivos, mas que, por diversos motivos, em razão da relativa perturbação em que se encontram, permanecem “assombrando” lugares e pessoas.
Alguém muito rico e avaro, por exemplo, se recusa a deixar um casarão, um castelo, ou a sede de suas empresas.
Um outro, ciumento ao extremo, não se submete a ter que deixar sua antiga amada à mercê de outros envolvimentos amorosos, no direito individual daquela que ficou em buscar sua própria felicidade.
Uma terceira, vaidosa e elegante, não admite a idéia de ter seu corpo desfigurado pela ação dos germens e microorganismos, e decide permanecer por aqui, imaginando conservar sua bela e marcante aparência.
Outros, ainda, imaginam não ter feito tudo o que queriam ou deviam, e querem ter nova chance de fazê-lo.
O fato é que indivíduos “sensitivos” percebem a “presença” espiritual daqueles que nos deixaram, e estas sensações podem ser boas ou más, prazerosas ou repugnantes, em face da diversidade de níveis vibratórios que tais Espíritos possuam.

Voltando ao tema das “almas penadas”, este adjetivo (penada) tem a ver, também, com pena, uma condenação ou castigo a que tais seres, na consideração do vulgo, estariam sujeitos. Algo como se a presença (por certo tempo) do Espírito de alguém morto, entre nós, significasse motivo de sofrimento, e, até, de ensinamento para o mesmo.
A Filosofia Espírita, no entanto, rechaça completamente esta explicação de vez que destrói os dogmas religiosos de todos os tempos, entre os quais a idéia de “penas e castigos eternos”, simbolizada no Céu e no Inferno das religiões tradicionais. Isto, é claro, sem falar no Purgatório.
Para o Espiritismo, ninguém fica temporária ou definitivamente “condenado” a permanecer aqui ou em qualquer outro lugar “espiritual” do Universo. Vige, pois, a Lei de Liberdade e, nela, o amplo direito de ir e vir, condicionado, tão-somente, pelo grau de evolução espiritual dos seres.
Assim, quanto mais desenvolvido, mais liberdade de frequentar quaisquer lugares. Contudo, nenhum ser fica “algemado” ou “sujeito” a permanecer no mundo dos vivos, estando morto.
O que acontece, em síntese, é que a grande parte das pessoas, seja porque não recebe as adequadas informações acerca da vida espiritual (não sabe ou tem idéias errôneas sobre o “outro lado”), ou porque ainda cultiva sentimentos inferiores, como aqueles descritos no início deste texto ou outros (avareza, cobiça, orgulho, egoísmo, usura, paixões doentias, ódio, etc.), satisfaz-se, deseja permanecer “entre os vivos”.
Estudando os vícios humanos e as relações que se formam entre “vivos” e “mortos”, todos Espíritos, evidentemente, mas em “formatos” diferentes, uns em razão do envoltório físico e outros, não, sabemos que se formam “consórcios” vibratórios entre os encarnados e os desencarnados, de modo que um indivíduo que fumou durante 50/60 anos, deseje, do “outro lado” da vida, ainda sentir as sensações, os efeitos, o prazer derivado do uso do fumo. Um alcoólatra, um sexólatra, um avarento, idem...
Deste modo, nós mesmos é que franqueamo-nos a paz de consciência ou a tortura do remorso.
A alegria do dever cumprido, ou a tristeza de ter errado mais e mais.
A satisfação de ter vivido ou a agonia de ter perdido tantas oportunidades, seja vivendo do passado seja esperando pelo futuro.
Penas e recompensas, assim, muito além de lugares específicos no Plano Espiritual, são estados de Espírito, situações que experimentamos todos os dias.
A nós compete nutrir bons sentimentos, manter boas vibrações e ser feliz, o quanto possível, sempre lembrando que, na trajetória espiritual, o porvir nos acena com a ampla possibilidade de sermos melhores, muito melhores do que já somos.
Não sejamos “almas penadas”. Sejamos Espíritos gratos a Deus por existirmos...
Marcelo Henrique Pereira (SC) - ABRADE
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

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