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29 setembro, 2011

Auto - Encontro


A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.
Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.
A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.

Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.
Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.

Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.
Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.
*
Jardim de Monet, França
Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.
Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.
Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.
Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.
Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.
*
Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.
A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.

Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.
Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânino, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.

Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.
Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.
Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.
* * *
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.

28 setembro, 2011

Tempo da regra áurea


"Assim, tudo o que vos quereis
que os homens vos façam, fazei-o
também vos a eles; esta é a lei
e os profetas."
(S.Matheus cap.7 v.12)
Faremos hoje o bem a que aspiramos receber.
*
Alimentaremos para com os semelhantes os sentimentos que esperamos alimentem eles para conosco.
*
Pensaremos acerca do próximo somente aquilo que estimamos pense o próximo quanto a nós.
*
Falaremos as palavras que gostaríamos de ouvir.
*
Retificaremos em nós tudo o que nos desagrade nos outros.
*
Respeitaremos a tarefa do companheiro como aguardamos respeito para a responsabilidade que nos pesa nos ombros.
*
Consideraremos o tempo, o trabalho, a opinião e a família do vizinho tão preciosos quanto os nossos.
*
Auxiliaremos sem perguntar, lembrando como ficamos felizes ao sermos auxiliados sem que dirijam perguntas.
*
Ampararemos as vítimas do mal com a bondade que contamos receber em nossas quedas, sem estimular o mal e sem esquecer a fidelidade a prática do bem.
*
Trabalharemos e serviremos de moldes que reclamamos do esforço alheio.
*
Desculparemos incondicionalmente as ofensas que nos sejam endereçadas no mesmo padrão de confiança dentro do qual aguardamos as desculpas daqueles a quem porventura tenhamos ofendido.
*
Conservaremos o nosso dever em linha reta e nobre, tanto quanto desejamos retidão e limpeza nas obrigações daqueles que nos cercam.
*
Usaremos paciência e sinceridade para com os nossos irmãos, na medida com que esperamos de todos eles paciência e sinceridade, junto de nós.
*
Faremos, enfim, aos outros o que desejamos que os outros nos façam.
*
Para que o amor não enlouqueça em paixão e para que a justiça não se desmande em despotismo, agiremos persuadidos de que o tempo da regra áurea, em todas as situações, agora ou no futuro, será sempre hoje.
* * *
Da obra: Opinião Espírita.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
CEC.
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

27 setembro, 2011

Chico Xavier - Prog. da Hebe - 1985

 
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

26 setembro, 2011

Se não tivesse coração

Se eu não tivesse um forte coração
Não tivesse amizade e companheiros
Não fizessem eco na minha emoção
Estéril como a terra dos pinheiros.
 
Se o mundo não me encantasse
E a vida fosse algo tão vulgar
E a tristeza quase me matasse
Sem criar raízes num lugar.
 
Se eu não amasse os meus filhos
Eles não me amassem como pai
Sais-se a natureza dos seus trilhos
Não tivesse o amor de uma mãe.
 
Se as flores não tivessem cores
Renovadas a cada primavera
Salpicando o mundo de odores
Enfeitando os dias na tapera.
 
Se o sol não nascesse de manhã
Relevando a noite das estrelas
Deixando minha vista com saudade
De, na nova noite não tornar velas.
 
Se eu não fosse saciado pelo pão
Nem a água refrescasse minhas veias
Não tivesse referencias da nação
  A luz fosse feita só de velas.
 
Se o cobertor não me acalentasse
Nas noites frias do inverno
O frio da noite me matasse
E o calor do dia fosse um inferno.
 
Se eu não visse voando o beija-flor
E nem os pássaros, no céu azul.
E a sua ausência me infringisse dor
Procurando-os do norte ao sul.
 
Se o mar estivesse morto
As florestas não tivessem vida
As criaturas vissem tudo torto
E o mundo não tivesse divas.
 
Com certeza não haveria Deus
Nem Jesus baixaria a terra
Seriam estéreis os sentimentos meus
E dos verdes vales não veria a serra.
 
Vejo quantas coisas Deus me proporciona
Deu-me tudo isso, mais mil coisas boas.
Por isso, na vida, tudo me emociona.
Não dou importância, para as coisas bobas.
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."
 


23 setembro, 2011

Flores

A vida é ação e alegria.
Ação de criar renovação e bondade.
Alegria de estender o bem e plantar a felicidade...
Pelo Espírito Jair Presente

 "Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

Eis que surgiu a vida: intensa, brilhante, iluminada.


Todos os espíritos chegam assim na terra. Iluminados pelo amor de Deus que permanecerá ao seu lado por todos os tempos.
 
Preparados para este momento, os espíritos deixam a erraticidade e vão em busca do aprendizado, da evolução e da cooperação mutua. Porque o crescimento é individual de cada espírito, porém a energia que os move no planeta é coletiva.
 
Mergulhados numa energia densa não poderão desenvolver sua habilidade de amar com ternura e simplicidade. Sofrerão as consequências dos atos coletivos que causarão dor e desespero.
 
Diferente desta realidade, os espíritos envolvidos com a luz da amorosidade se percebem envoltos pelo amor do Cristo e partem em busca da felicidade.
A felicidade plena pautada na caridade em relação a si, ao próximo e ao planeta.
 
Esta construção, com o alinhamento das almas e de suas energias, provoca no homem a necessidade do amor e das relações afetivas, tornando-os membros de uma mesma família.
 
Ao deixar-se penetrar pela energia do apego, desamor, egoísmo e injustiça, o homem se vê em segundo plano. Desconhece-se fazendo parte deste alinhamento e revolta-se.
 
Caverna Hong Son Doong, Vietnã
Voltado para dor que o egoísmo lhe causou, mergulha na dor e no desespero, recorrendo ao mal e aos seus instrumentos: a violência, a maledicência e o desrespeito pela vida que é propriedade do espírito presenteada por Deus.
 
Assim surgem as guerras, os roubos e latrocínios, as vinganças e disputas pelo poder, desconsiderando a importância da vida em toda a sua conjuntura.
 
Se soubesse o homem o desperdício de tais atos que deformam o caráter, dificultando o uso desta vida para evolução e solução dos problemas que veio resolver. Empurrando-os para mais longe, ampliando a dor e o sofrimento que já podiam ser sanados.
 
Escolhendo o caminho errado sucumbe ao desespero. Tal situação os envolve, deixando-os atordoados, fazendo-os esquecer do porque de estarem aqui e dificultam sua ralação com o Criador, com o divino, com o amor.
 
Renovai os pensamentos e utilizai do amor para enxergar mais longe e para fazer diferente.
 
Pensai na vida como presente divino que lhe precisa ser fonte de alegria e de utilidade. Usai-a para que o dia de amanhã seja diferente. Para o que lhe faz sofrer não exista mais, à medida que resolve as questões pendentes em desarmonia com as Leis de amor.
 
Fazei da vida um motivo de encontrar a paz e a felicidade sem tormentos ou disputas, mas com amor e partilha. Não serão felizes sozinhos porque o planeta faz parte de uma grande comunidade planetária reunida com o objetivo do amor mutuo.
 
Acolhei a vida com amorosidade. Transformai-a num momento divino de busca da perfeição do espírito. Momento que não deve ser desperdiçado com os por menores que atingem o espírito doente, sucumbido pelo egoísmo e desespero de alcançar vitórias matérias em depuração do espírito.
 
Acordai para o que é verdadeiramente importante e buscai a vida em forma plena como recebestes: brilhante, iluminada.
 
Fazei-a florescer do amor, da verdade, da esperança e da fé.
 
Buscai amor fonte da caridade e viveis de forma plena, colhendo os frutos da felicidade. Porque a encontrará onde e quando utilizares o amor por  vós mesmos e pelo próximo.
 
Que está busca seja consciente, satisfatória e respaldada nos ensinamentos do Cristo que veio lhes mostrar o valor da vida feita de amor.
 
Ficai em paz!.

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