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16 agosto, 2014

À Margem da Estrada

República do Zimbábue, país da África Austral
Não passes pelo mundo sem acrescentar o teu tijolo à magnífica construção do bem.

Não permitas que os teus dias se escoem sem que algo faças de útil em benefício do próximo.

Não deixes que a tua oportunidade de servir se perca no grande vazio das horas inúteis.

Não consintas em viver exclusivamente para os interesses pessoais.

Não adotes o comodismo por norma de conduta, refletindo que Jesus permanece no madeiro, braços abertos, à nossa espera.

Enquanto tens forças para caminhar, sai de ti mesmo ao encontro daqueles que choram à margem da estrada...

Atende-os, como se fossem eles – e realmente o são – vida de tua própria vida.

Liberta-te dos pesados grilhões da indiferença!

Sê a fonte de água pura para os sedentos, a côdea de pão(parte exterior do pão) para os famintos, a veste aconchegante para os que sentem frio, o bálsamo para as feridas que sangram, a mão amiga para os que tropeçam, o consolo para os que sofrem....

Recordando a palavra do Mestre: “Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizestes com relação a um desses mais pequenos de meus irmãos, foi a mim que fizeste”, apressa-te no cumprimento do dever, porquanto, todas as vezes que te furtares à prática do bem, estarás, em essência, negando auxílio Àquele a quem tudo devemos.
Irmão José
 
"JUNTE-SE A NÓS NESTE IDEAL: DIVULGUE O ESPIRITISMO."

15 agosto, 2014

A juventude eterna do Espírito

A foto telescópio espacial Hubble

Na Terra ou no Céu estamos dentro da Natureza. As leis naturais que conhecemos na matéria são as mesmas que abrangem todo o Universo, na riqueza e no esplendor da natureza. A salvação que todos os crentes desejam não vem dos formalismos religiosos de nenhuma Igreja, mas do nosso esforço cotidiano para nos transformarmos de prisioneiros da matéria e da animalidade primitiva para a espiritualidade que carregamos oculta e abafada em nós mesmos. 


A Filosofia Existencial do nosso século considera a existência como subjetividade pura, o que vale dizer que somos Espíritos. A juventude eterna do Espírito é a herança que nos foi reservada, como filhos de Deus que somos. Porque Deus, a Suprema Consciência, não nos criou do barro da Terra, mas da luz das estrelas.

J. Herculano Pires - Educação para a Morte

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16 julho, 2014

Desafios da vida

 morcego-pescador (Noctilio leporinus)

A dinâmica da vida é feita de desafios.

Constantemente as capacidades de todos os seres vivos que habitam este mundo, são desafiadas.

Algumas plantas só conseguem nascer porque as sementes aceitam o desafio de viajar pelo ar, superar os obstáculos e germinar em solo fértil.

Outras criam dispositivos para lançar as sementes à distância, com a força de uma pequena, mas decisiva explosão.

Os mecanismos que possibilitam a vida das plantas são os mais variados e intrigantes, basta observar.

Os animais também são desafiados a superar os próprios limites a todo instante.

Peixes que vivem em rios, buscam alternativas fora da água para garantir o alimento.

Existem alguns que disparam jatos d`água com a boca, alvejando insetos que estão na folhagem, à beira do rio.

Aves vão em busca de alimento nas águas, como o morcego-pescador, a águia, e outros pássaros.

Cobras que desafiam sua condição de rastejar pelo chão e serpenteiam no ar, voando de uma árvore à outra.

Quem já não ouviu falar de esquilos, rãs, lagartos e outros bichos voadores?

Insetos que criam mecanismos de disfarce perfeito, garantindo a própria sobrevivência e a de sua espécie.

São os desafios da vida...

Nenhum ser vivo permanece passivo na natureza. Todos precisam vencer obstáculos, superar os limites, crescer sempre.

Com o ser humano não é diferente. Não há como evoluir sem vencer os obstáculos e superar os desafios naturais da vida.

E assim sendo, como acontece com animais e plantas, o homem também precisa fazer os esforços necessários para superar limites e desenvolver novas faculdades.

Não há como terceirizar a tarefa de adquirir conhecimento e conquistar novas possibilidades de progresso.

Na lei de progresso não está previsto um intermediário, para nos substituir na aquisição das qualidades intelecto-morais.

Esse é um trabalho individual e intransferível...

Ao observar a história da humanidade podemos constatar que o homem fez grandes e importantes progressos, desde que iniciou sua trajetória nas cavernas.

Progrediu tanto fisicamente como na aquisição de valores intelectuais e morais.

Isso porque o espírito é imortal e seus conhecimentos e conquistas são cumulativos e jamais se perdem, nem mesmo quando ele sai do corpo, pela morte.

Esse artífice do progresso, que é o ser imortal, o espírito que viaja através de vários corpos, vai se aperfeiçoando e adquirindo novas possibilidades.

O corpo físico é seu instrumento de trabalho. O espírito se utiliza dele para desenvolver suas faculdades.

O progresso é uma lei divina, e a reencarnação também.

Assim, a cada nova existência o Espírito se aperfeiçoa e aperfeiçoa também seu instrumento de trabalho, que é o corpo físico.

O objetivo dessas lições é a conquista da felicidade, da perfeição.

Não haveria mérito nenhum se o espírito fosse criado perfeito.

Mas construindo a si mesmo, utilizando-se dessa ferramenta chamada corpo, ele sairá vitorioso, após vencida essa etapa, e não mais precisará da matéria. Então será Espírito puro, como Jesus.

Essa não é uma proposta justa e racional, para dar sentido à vida?

Todos somos Espíritos imortais, e é pelos nossos esforços que conquistamos novas possibilidades, superando os desafios da vida.

Como Jesus foi criado antes de nós, chegou antes à perfeição, mas voltou para nos ensinar sobre esse processo, e nos disse: “Sede perfeitos, como perfeito é o Pai celestial.”

Com Sua autoridade intelecto-moral, Ele afirmou que nós podemos fazer o que Ele fazia, e muitas outras coisas.

Basta aproveitar os desafios que a vida no corpo nos oferece para adquirir as faculdades que nos possibilitarão alçar voos mais altos.

E o ponto de partida é o conhecimento das leis que regem a vida.

Pense nisso, e aceite esse desafio!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. XI, itens 10 a 32 do livro A Gênese, de Allan Kardec, ed. FEB. 
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13 julho, 2014

Não espere viver

Caxemira é uma região do norte do subcontinente indiano, dividida entre Índia e Paquistão

"NÃO ESPERE VIVER sem problemas. Os problemas são ingredientes de evolução necessários ao caminho de todos.

Ante os próprios erros, não descambe para o desculpismo. Enfrente as consequências e retifique-se.

Não perca tempo e serenidade diante das decepções da estrada. Quem supõe decepcionar-nos está decepcionando a si mesmo.

Reflita sempre antes de agir, a fim de que seus atos sejam conscientizados.

Não exija perfeição nos outros e nem mesmo em você, mas procure melhorar-se.

Simplifique seus hábitos.

Pratique humildade e silêncio toda vez que a violência e a irritação surjam em sua área.

Não tente beber ou dopar-se para fugir da própria mente, porque você sempre voltará aos estragos ou necessidades que haja criado no mundo íntimo, a fim de saná-los.

Lembre-se de que você é um espírito eterno e, se dispõe de paz na consciência, estará inatingível a qualquer injúria ou perturbação."
ANDRÉ LUIZ / Médium: Chico Xavier
 
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06 julho, 2014

A cada um segundo suas obras

Junonia rhdama, Madagascar

Nessa sentença de Jesus estão sintetizadas todas as leis que regem as questões ético-morais.

Mas de que maneira essa justiça se estabelece?

Que mecanismo coordena essa distribuição, com justiça?

Primeiro é importante lembrar que a justiça dos homens está calcada na legislação humana, com base em códigos legais criados pelos próprios homens.

Quando há um litígio qualquer, um grupo de pessoas especializadas nesses códigos analisa o processo, julga e define as penalidades aplicáveis ao réu.

A duração das penas também é estabelecida pelo juiz.

Então podemos concluir que a justiça dos homens se alicerça no arbítrio, segundo a visão dos magistrados.

Mas com a justiça divina é diferente.

As consequências dos atos se dão de forma direta e natural, sem intermediários.

Em caso de uma falta qualquer, a penalidade se estabelece de maneira natural, e cessa também naturalmente, com o arrependimento efetivo e a reparação da falta.

Importante destacar que na justiça divina não há dois pesos e duas medidas. As leis são imutáveis e imparciais, e não podem ser burladas.

Um exemplo talvez torne mais fácil o entendimento.

Se alguém resolve beber uma dose considerável de veneno, as consequências logo surgirão no organismo, de maneira direta e natural.

Não é preciso que alguém julgue o ato e decida o que vai acontecer com o organismo do indivíduo. Simplesmente o resultado aparece.

Castigo? Não. Consequência natural derivada do seu ato, da sua livre escolha.

Os efeitos produzidos no corpo físico não fazem distinção entre o pobre ou o rico, o religioso ou o ateu, a criança ou o adulto.

As leis divinas não contemplam exceções, nem concessões. São justas e equânimes.

E essas consequências duram tanto quanto a causa que as produziu.

Uma vez passado o efeito do veneno, resta consertar o estrago e seguir em frente. Por isso a necessidade da reparação.

Nesse caso devemos considerar que a lei da reencarnação se torna uma necessidade, para que cada um receba conforme suas obras, segundo a justiça divina.

Se a pessoa bebe veneno e morre, as consequências do seu ato a seguirão no mundo espiritual, pois ela sai do corpo mas não sai da vida.

Por vezes, é necessário renascer num novo corpo marcado pelos estragos que o veneno produziu.

Castigo? Certamente não. Consequência direta e natural.

No campo moral a justiça divina se dá da mesma maneira, distribuindo a cada um segundo suas obras, sem intermediários.

Mas como conhecer essas leis?

Ouvindo a própria consciência, que é onde se encontra esse código divino.

Não é outro o motivo que leva a pessoa corrupta, injusta, violenta, hipócrita, a tentar anestesiar a consciência usando drogas, embriagando-se para aplacar o clamor que vem da sua intimidade.

Uma vez mais podemos considerar que Jesus realmente é o maior de todos os sábios.

Numa sentença sintética ele ensinou tudo o que precisamos saber para conquistar a nossa felicidade.

Sim, porque se as consequências dos nossos atos são diretas e naturais, podemos promover, desde agora, consequências felizes para logo mais.

E se hoje sofremos as consequências de atos infelizes já praticados, basta colher os resultados, sem se queixar da sorte, e agir com uma conduta ético-moral condizente com o resultado que desejamos obter logo mais.

Pense nisso!

Nas leis divinas não existem penas eternas. As consequências infelizes duram tanto quanto a causa que as produziu.

Assim, como depende de cada um o seu aperfeiçoamento, todos podem, em virtude do livre-arbítrio, prolongar ou abreviar seus sofrimentos, como o doente sofre, pelos seus excessos, enquanto não lhes põe termo.

Dessa forma, se você deseja um futuro mais feliz, busque ajustar seus atos a sua consciência, que é sempre um guia infalível onde estão escritas as leis de Deus.

E, se em algum momento surgir a dúvida de como agir corretamente: faça aos outros o que gostaria que os outros lhe fizessem, e não haverá equívoco. Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em A Gênese, de Allan Kardec, item 32, cap. I.
 
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27 junho, 2014

A palavra que faltava


Havia uma mulher que amava as palavras. Desde a meninice, elas exerciam sobre ela um grande fascínio.
Talvez por isso ela tenha aprendido a ler muito cedo. Desejava decifrar aqueles sinais que preenchiam as páginas do jornal.
Gostava de apreciar a sonoridade das palavras. Umas suaves, outras mais agressivas. E de aprender o significado de cada uma delas.
 

Encantava-se em saber que as palavras têm o poder de representar o pensamento humano e estabelecer a comunicação entre as pessoas.
Descobriu que existem palavras doces e perfumadas, como flor, carinho, amizade, maçã. Outras, tristes e angustiantes como lágrima, distância, saudade. Algumas dolorosas como crime, fome, abandono, guerra.
Algumas alegres e descontraídas, como primavera, natureza, criança.
Verificou que existem palavras que soam como uma sentença de morte, como câncer. Dá para imaginar o impacto que esse vocábulo é capaz de causar nos ouvidos de quem a ouve?
 

Um dia, no entanto, ela ouviu dos lábios do médico que acabara de examinar com muito cuidado uns raios-x, esta palavra e a achou muito feia.
Num momento, a paisagem se modificou, pareceu-lhe não haver mais luz, embora ainda fosse dia. O sangue lhe sumiu das faces, dando lugar a um suor gélido.
O coração tentou fugir a galope. Ela se lembrou de que, tempos atrás, fora convocada para uma batalha pela vida. Agora, outra vez lhe competia empreender a luta pela vida.
Fruto da ignorância, o medo, sempre oportunista, se instalou e a insegurança a dominou. O especialista foi lhe afirmando que havia muitas chances de melhora, graças às mais recentes conquistas da medicina.

Mas ela nem conseguia mais prestar atenção. A voz do médico parecia distante. O cérebro dela desenhava paisagens sombrias, comprometendo o equilíbrio.
De volta ao lar, um tanto mais calma, talvez inspirada por benfeitores invisíveis, ela se lembrou de orar. Preparou sua alma para entrar em contato com Jesus e lhe rogar as forças necessárias.
Enquanto orava, pareceu ver o azul do firmamento, num cair de tarde, começando a salpicar de estrelas. Dele se destacou uma luz radiante, abrangendo todo o espaço ao seu redor.
 

Alguém, de olhar sereno e sorriso cativante lhe estendeu os braços. Caminhou em sua direção e um delicado perfume a envolveu.
Ela se sentiu aconchegar de encontro ao peito daquela criatura tão serena, como se fosse uma criança amedrontada.
Uma nova energia invadiu todo o seu ser e, então, como um canto divino ela ouviu dentro d’alma a voz melodiosa do mensageiro:
Filha, por que choras? Entre todas as palavras que admiras, esqueceste a mais importante, a mais poderosa.
Ela se atreveu a perguntar: e que palavra eu esqueci, Senhor?
Ele se afastou um pouco, tomou o rosto dela entre suas mãos e olhando-a com doce ternura, respondeu: a palavra é fé!


                                                                   ***
Fé é a mola propulsora que permite superar óbices e vencer obstáculos.
Fé é força motriz da alma que, assim alimentada, vence os percalços e avança, vitoriosa.
Por esta razão é que o Mestre de Nazaré ensinou, um dia: se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: move-te daqui para lá e ela se moverá.
E a montanha que todos precisamos mover para avançar na estrada da vida, chama-se dificuldade.
Pense nisso.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no texto Xô, palavra feia!, de autoria de Rute Villas Boas.
 
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22 junho, 2014

A bênção do esquecimento

Um dos postulados básicos do espiritismo é o da pluralidade das existências ou reencarnação.
A evolução dos espíritos exige inúmeras existências para aperfeiçoar-se.
Todos são criados simples e ignorantes, mas seu destino é tornarem-se anjos.
 

A magnitude da meta evidencia a impossibilidade de ser alcançada no curto espaço de uma vida terrena.
Um questionamento frequentemente levantado a essa ideia refere-se ao esquecimento das existências passadas.
Afirma-se que esse olvido é contraproducente.
 

Se já vivemos muitas vezes na terra, por que não nos lembramos?
Segundo alguns, a lembrança auxiliaria a não repetir os equívocos do passado. Também serviria de incentivo à adoção de um patamar nobre de conduta.
 

Afinal, seria possível correlacionar as dores atuais a específicos erros de outrora. Consequentemente, as criaturas teriam interesse em agir com dignidade.
 

A crítica parece sedutora, mas não resiste a uma análise criteriosa.
Tenha-se em mente que o esquecimento constitui a regra geral.
Raras pessoas têm, naturalmente, a lembrança de seu agir em outras existências.
 

A sabedoria divina certamente possui razões para assim estabelecer.
Convém recordar que a lei do progresso rege a vida.
Toda a criação está em permanente processo de evolução e metamorfose.
 

Na conformidade dessa lei, os espíritos não retroagem em suas conquistas.
As posições sociais mudam constantemente, mas ninguém é hoje pior do que já foi um dia.
As conquistas morais e intelectuais dos espíritos jamais são perdidas.
Assim, cada homem hoje se encontra no auge de seu processo evolutivo.
Ninguém nunca foi no passado mais bondoso ou nobre do que é agora.
 

Ocorre que a maioria absoluta da humanidade possui atualmente inúmeras mazelas morais.
Isso evidencia que o passado dos homens, em geral, não é repleto de nobres e belas ações.
Nesse contexto, o esquecimento das encarnações pretéritas constitui uma bênção.
 

No âmbito de uma única existência, quantas vezes a criatura deseja esquecer seus equívocos?
Não é fácil conviver com a lembrança de atos levianos.
Inúmeros relacionamentos periclitam pela dificuldade dos seres humanos relevarem os erros recíprocos.
E na verdade os erros são inerentes ao processo de aprender.
 

Não é possível sair da mais completa ignorância e transitar para a angelitude sem cometer equívocos nesse gigantesco caminhar.
Para propiciar os acertos necessários, a divindade permite o esquecimento do viver pretérito.
 

O que se viveu persiste na forma de intuições e tendências, simpatias e antipatias, facilidades e dificuldades.
Muitas vezes, o inimigo de ontem renasce na condição de um filho.
O esquecimento permite a transformação da mágoa em amor.
Ante o rostinho rosado e o olhar ingênuo de uma criança, torna-se possível amar a quem ontem odiávamos.
 

Quem outrora nos incomodava hoje nos auxilia na figura de um amigo ou irmão. Sob a bênção do esquecimento, refundem-se as emoções e elos fraternos se estabelecem.
Assim, não é relevante lembrar o passado.
O importante é viver bem o presente.
 

Equipe de Redação do Momento Espírita. 
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18 junho, 2014

Pelo amor

Não te esqueças da riqueza encerrada em teu auxílio no próprio corpo.
Reflete no tesouro da fala e ajuda ao próximo com as boas palavras.
 

Recorda o patrimônio das mãos e planta uma árvore amiga ou socorre a esse ou aquele doente, enquanto as horas voam, em volta de tua permanência na Terra.
 

Pintor - James Sant(1820-1916)
Não menosprezes a fortuna dos ouvidos e guarda o ensinamento útil ou
dignificante, esquecendo quanto seja ruinoso ou sem proveito no caminho diário.
Não olvides a preciosidade dos olhos e enriquece-te de luz, fixando os quadros do Bem.
 

Medita nos dons da inteligência e aprende a raciocinar exclusivamente no melhor a fazer na obra da elevação.
Não é preciso bolsa recheada para atender à verdadeira fraternidade.
O amor não depende de ouro para servir.
 

Sem qualquer recurso monetário, Jesus transformou a Terra, trazendo-nos ensinamentos inolvidáveis cuja grandeza cresce para nós todos no transcurso dos séculos.
 

Pelo amor nascemos, pelo amor nos desenvolvemos, através da morte, para renascer de novo, até a perfeição final. Essa é a Lei.
Pelo Espírito Emmanuel - médium Chico Xavier
 
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16 junho, 2014

Segundo a carne

Enna, Sicília, Itália

“Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis.” — Paulo. (Romanos, capítulo 8, versículo 13.)   

Para quem vive segundo a carne, isto é, de conformidade com os impulsos inferiores, a estação de luta terrestre não é mais que uma série de acontecimentos vazios.
Em todos os momentos, a limitação ser-lhe-á fantasma incessante.
Cérebro esmagado pelas noções negativas, encontrar-se-á com a morte, a cada passo.
 

Para a consciência que teve a infelicidade de esposar concepções tão escuras não passará a existência humana de comédia infeliz.
No sofrimento, identifica uma casa adequada ao desespero.
No trabalho destinado à purificação espiritual, sente o clima da revolta.
Não pode contar com a bênção do amor, porquanto, em face da apreciação que lhe é própria, os laços afetivos são meros acidentes no mecanismo dos desejos eventuais.
 

A dor, benfeitora e conservadora do mundo, é-lhe intolerável, a disciplina constituí-lhe angustioso cárcere e o serviço aos semelhantes representa pesada humilhação.
Nunca perdoa, não sabe renunciar, dói-lhe ceder em favor de alguém e, quando ajuda, exige do beneficiado a subserviência do escravo.

Desditoso o homem que vive, respira e age, segundo a carne! Os conflitos da posse atormentam-lhe o coração, por tempo indeterminado, com o mesmo calor da vida selvagem.
 

Ai dele, todavia, porque a hora renovadora soará sempre! E, se fugiu à atmosfera da imortalidade, se asfixiou as melhores aspirações da própria alma, se escapou ao exercício salutar do sofrimento, se fez questão de aumentar apetites e prazeres pela absoluta integração com o “lado inferior da vida”, que poderá esperar do fim do corpo, senão sepulcro, sombra e impossibilidade, dentro da noite cruel? 
Do Livro: Pão Nosso, pelo Espírito Emmanuel, médium Chico Xavier
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11 junho, 2014

Respeite a si mesmo!


Você tem hábitos que sabe que não lhe servem mais? Você tem algum vício ou defeito que lhe incomoda muito? Defeitos todos nós temos, alguns mais visíveis, outros um tanto camuflados, a ponto de nós mesmos não os percebermos.

Sem falsa modéstia, já é uma grande coisa termos o propósito firme de nos melhorarmos, vivermos tentando nos reformar. Mas sabemos que isso não basta. Não dizem que de boas intenções o inferno está cheio? Pois é. A intenção é importante como um começo, como um dos primeiros passos, mas ela deve ser seguida de ação, e por mais que isso seja impopular, essa ação é urgente! Não podemos adiar indefinidamente.

Temos que ter o máximo respeito com o funcionamento dos mecanismos da nossa mente. Nossa mente consciente é a parte racional, que percebe a informação, capta a informação, analisa a informação e julga a informação. Nossa mente subconsciente não é assim tão criteriosa. Na verdade ela apenas cumpre ordens. Tudo o que ela capta ela toma como verdade e armazena. E trata de colocar em prática. Em nosso íntimo somos governados por ela.

O fato é que nossos hábitos estão fatalmente ligados à nossa mente subconsciente. Daí a dificuldade de se abandonar um vício, por exemplo. Você certamente conhece algum fumante que queira parar de fumar e não consegue. Através de sua mente consciente ele sabe que o vício é prejudicial, e acredita em todos os argumentos usados em desfavor do vício. Mas sua crença na dependência, o reconhecimento de sua fraqueza perante o vício, está tão fortemente arraigado em sua mente subconsciente, que ele não se permite buscar suas forças internas para vencer a dependência física e química.

Do mesmo modo acontece em relação aos nossos defeitos, nossas falhas de caráter. Em algum momento você percebe que essas características não combinam com você, com o que você quer e acredita, e então quer livrar-se delas. É fácil? Claro que não. Por isso você não abandona esses defeitos imediatamente. Falha na primeira tentativa, e na segunda, e na terceira… O problema é que isso também pode se tornar um hábito. O hábito de tentar abandonar um mau hábito.

Com o tempo e as tentativas frustradas, sua mente subconsciente passa a acreditar que essas tentativas de abandono do mau hábito são uma espécie de complemento do mau hábito, fazem parte do mau hábito, e você se acostuma a tentar e fracassar. O fracasso se torna aceito. Assim surgem as desculpas do tipo: “eu tento, mas não consigo” ou “eu sou assim mesmo, sempre fui assim” ou “eu tento mudar, mas é difícil”.

Você alguma vez se perguntou por que faz sempre as mesmas coisas erradas, mesmo que já tenha se proposto a parar com isso? Até quando você será capaz de fingir pra você mesmo? Se não dá pra abandonar todos os defeitos da noite para o dia, e é claro que não dá, escolha um ou dois. Escolha um de cada vez. Escolha o pior deles, o que mais o incomoda, e concentre sua atenção e sua força sobre ele.
Cada vez que você falha você fica mais insatisfeito consigo mesmo. E acostuma-se com isso. Finge que isso é normal. Por que você faz isso? Por que esse desrespeito para com você? Se você determinou uma mudança em seus hábitos, em seu comportamento, você deve cumprir! Não perca a credibilidade perante você mesmo. Lembre-se, a todo o momento, que você é a pessoa mais importante do mundo para você Egoísmo? Pelo contrário! Você é o parâmetro de seu comportamento e de suas atitudes para com os outros. Você deve amar o próximo como a você mesmo, não é?

Você deve amar muito ao próximo. Então deve, antes, amar muito a você. E como é que você vai se amar se nem ao menos se respeita? Respeite-se! Cumpra com o que determina para si mesmo. 

Você merece respeito. 
Por Morel Felipe Wikon
"JUNTE-SE A NÓS NESTE IDEAL: DIVULGUE O ESPIRITISMO."

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