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15 janeiro, 2011

Mas, e os animais?

JORNAL O GLOBO - 15/01/2011
RIO - O Projeto Pelo Próximo, grupo que realiza um trabalho filantrópico de pet terapia, está arrecadando doações para ajudar as vítimas das enchentes da Região Serrana. A prioridade do grupo é ajudar as pessoas e os animais das áreas de São José e Areal, perto de Petrópolis.
Na próxima segunda-feira, eles vão enviar para Petrópolis as doações arrecadadas. A campanha já conta com postos de coleta em vários bairros do Rio. O grupo de voluntários está arrecadando rações, medicamentos, alimentos não perecíveis, jornais, produtos de limpeza, água mineral, material de primeiros socorros, roupas, cobertores e colchonetes. Mais informações podem ser obtidas pelo email peloproximo@gmail.com.
As equipes da Comissão Especial de Proteção Animal da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e voluntários já conseguiram resgatar cem cães, em Teresópolis. Muitos dos animais, segundo o coordenador da comissão, Fabiano Jacob, estão gravemente feridos.
Moradora de Teresópolis pede ajuda para os animais
Vim até uma lan house para escrever a todos os que foram maravilhosamente incríveis procurando notícias e oferecendo ajuda. A primeira melhor ajuda que cada um poderá dar é adotar os cães das protetoras de Teresópolis, para que possamos abrir espaço para os que teremos que resgatar. Nem todas as protetoras do estado dariam conta do sofrimento que sei que não vou conseguir descrever para vocês.

A segunda ajuda será certamente financeira, porque estes cães estão paralíticos, fraturados, sendo comidos por bicheiras dos ferimentos e começando a ser apedrejados pela população com medo de doenças ao vê-los em estado desesperador e começando a se atacar uns aos outros por fome.

Eles vagam pelas ruas em desamparo sem socorro. Sinto tanto por estar fornecendo o número da minha conta, e nem tenho ideia do aporte financeiro que será necessário. Tomara que eu consiga organização suficiente para prestar contas do que foi doado e gasto, mas a esta altura muitas das protetoras agirão sozinhas, muitas estão isoladas e não teremos ajuda para dar conta de cães e contas.

Os animais ficaram para trás em casas trancadas, sem comida ou água, ou no alto das ribanceiras despencadas, andando de um lado para outro em desespero, sem conseguir descer.

Os poucos moradores que deixam suas casas arrastando animais desesperados chegam no local onde são recolhidos pela Defesa Civil para descobrir que não poderão levar seus animais para os abrigos. São então abandonados às dezenas neste local.



Nos abrigos improvisados para os animais, além de ração e medicamentos, pede-se papelão para eles deitarem, potes de sorvete para servir de tigela de ração e água, muito jornal, e correntes, porque é a única forma de mantê-los todos juntos sem que briguem.

As pessoas que se dirigiram espontaneamente aos abrigos da prefeitura e que foram acompanhadas em suas caminhadas de dezenas de quilômetros por seus fiéis animais de estimação tiveram que deixá-los na porta. O centro da cidade está coalhado de cães desnorteados, cruzando as avenidas que, durante o dia têm o trânsito quase parado de tão lento. O perigo maior para eles é à noite, quando vários são atropelados, andando sem saber para onde estão indo.



A cidade hoje está sendo saqueada, pedestres estão apanhando nas ruas. Acho que perto de minha casa estarei em segurança, mas em minha primeira saída de casa já encontrei um cão que se arrastava na estrada e uma mãe e uma filhotinha que conseguiram não se separar em meio à tragédia. Vamos mendigando lares temporários para eles, mas os corações já estão ocupados ajudando os humanos.

Em minha casa, lotada de animais e com menos espaço, a lama contaminada já provocou seu efeito em diarreias e verminoses em meus cães antes saudáveis. Nos perguntamos como os desnutridos passarão por todas as provações. Caminho pela cidade com mochila nas costas lotada com mais de 5 kg de ração atualmente, tentando aliviar o sofrimento de todos os que não posso ajudar.



Doem, por favor doem. Qualquer coisa, ou de tudo um pouco.
- Um dos cães estava muito debilitado, há dois dias cavando a terra no local onde o dono morreu soterrado conta Jacob.
Os animais foram levados para um galpão no bairro Melbon, que está servindo como abrigo. A equipe iniciou ontem o resgate de animais em Petrópolis, outro município atingido por alagamento na Região Serrana.
Nas redes sociais, já há pedidos de doações para pelo menos três ONGs e abrigos que foram afetados pelas enchentes. A ONG Estimação, que abrigava cerca de 500 animais, entre cães, gatos e cavalos abandonados em Teresópolis, teve parte de um muro destruído e uma outra parede ameaça cair a qualquer momento.
De acordo com os protetores, o abrigo da ONG Combina, que fica em Nova Friburgo e tem cerca de 400 cães, foi totalmente devastado. E, por causa dos problemas de comunicação, ainda não se sabe quantos animais morreram. O problema também se repete no Abrigo da Serra, em Teresópolis, que ficou inundado. Na internet, foi lançado um apelo para doações de rações, casinhas, dinheiro e ajuda de veterinários voluntários.
- Nossos clientes estão ajudando bastante até agora recebemos 18 quilos de ração. Fora os alimento não perecíveis e materiais de limpeza que serão doados para as pessoas - disse a recepcionista Andrea da Silva Conceição.
Postos de coleta:
Animals Care: Avenida Bartolomeu Mitre, 455 - lojas 106 e 107, Leblon.
Lojas Bicho Bacana: Rua santa Clara 110 e Rua Paula Freitas 61, Copacabana.
Patas & Penas - Rua Voluntários da Pátria 374, Botafogo.
Pet Shop Sheik - Rua Barão Mesquita nº 891, A. Tijuca.
Veterinária Kennel Vip - Rua Gavião Peixoto 31, Icaraí, Niterói.
GAPA - Grupo de Assistência e Proteção aos Animais Itaipava.
Telefone: (24) 2222-8419
Clínica Bicharada - Estrada União Indústria, 10661, Itaipava/ Petrópolis (RJ) - CEP: 25750-225
ONG Combina (Companhia dos Bichos e da Natureza) - Rua José Eugênio Muller, 36, Centro - CEP: 28610-010 - Friburgo
Armazém do Gemmal - Estrada União e Indústria, 10.733, Itaipava - CEP: 25750-225
Tel: (24) 2222-0298
A ONG WSPA recebe doações por depósito:
Defensores dos Animais
CNPJ: 04.363.242/0001-09
Banco Bradesco
Agência: 279-8
Conta-poupança: 172813-0

TUA MEDIDA


“Não julgueis, afim de que não sejais julgados, porque vós sereis julgados segundo houverdes julgado os outros, e se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles.”

          Toda opinião ou juízo que desenvolvemos no presente está intimamente ligado a fatos antecedentes. 
Quase sempre, todos estamos vinculados a fatores de situações pretéritas, que incluem atitudes de defesa, negações ou mesmo inúmeras distorções de certos aspectos importantes da vida. Tendências ou pensamentos julgadores estão sedimentados em nossa memória profunda, são subprodutos de uma série de conhecimen­tos que adquirimos na idade infantil e também através das vivências pregressas.
Censuras, observações, admoestações, superstições, pre­conceitos, opiniões, informações e influências do meio, inclusive de instituições diversas, formaram em nós um tipo de “reservatório moral” - coleção de regras e preceitos a ser rigorosamente cum­pridos -, do qual nos servimos para concluir e catalogar as atitudes em boas ou más.

Nossa concepção ético-moral está baseada na noção adquirida em nossas experiências domésticas, sociais e religiosas, das quais nos servimos para emitir opiniões ou pontos de vista, a fim de harmonizarmos e resguardarmos tudo aquilo em que acreditamos como sendo “verdades absolutas”. Em outras palavras, como forma de defender e proteger nossos “valores sagrados”, isto é, nossas aquisições mais fortes e poderosas, que nos servem como forma de sustentação.
Havana, Cuba
Em razão disso, os frequentes julgamentos que fazemos em relação às outras pessoas nos informam sobre tudo aquilo que temos por dentro. Explicando melhor, a “forma” e o “material” utilizados para sentenciar os outros residem dentro de nós.

Melhor do que medir ou apontar o comportamento de alguém seria tomarmos a decisão de visualizar bem fundo nossa intimidade, e nos perguntarmos onde está tudo isso em nós. Os indivíduos podem ser considerados, nesses casos, excelente espe­lho, no qual veremos quem somos realmente. Ao mesmo tempo, teremos uma ótima oportunidade de nos transformar intimamente, pois estaremos analisando as características gerais de nossos conceitos e atitudes inadequados.

Só poderemos nos reabilitar ou reformar até onde con­seguimos nos perceber; ou seja, aquilo que não está consciente em nós dificilmente conseguiremos reparar ou modificar.
Quando não enxergamos a nós mesmos, nossos compor­tamentos perante os outros não são totalmente livres para que pos­samos fazer escolhas ou emitir opiniões. Estamos amarrados a for­mas de avaliação, estruturadas nos mecanismos de defesa - proces­sos mentais inconscientes que possibilitam ao indivíduo manter sua integridade psicológica através de uma forma de “auto-engano.¨
Certas pessoas, simplesmente por não conseguirem conviver com a verdade, tentam sufocar ou enclausurar seus sentimentos e emoções, disfarçando-os no inconsciente.
Em todo comportamento humano existe uma lógica, isto é, uma maneira particular de raciocinar sobre sua verdade; portanto, julgar, medir e sentenciar os outros, não se levando em conta suas realidades, mesmo sendo consideradas preconceituosas, neuróticas ou psicóticas, é não ter bom senso ou racionalidade, pois na vida somente é válido e possível o “autojulgamento”.

Não obstante, cada ser humano descobre suas próprias formas de encarar a vida e tende a usar suas oportunidades vivenciais, para tornar-se tudo aquilo que o leva a ser um “eu individualizado”.
Devemos reavaliar nossas idéias retrógradas, que estreitam nossa personalidade, e, a partir daí, julgar os indivíduos de forma não generalizada, apreciando suas singularidades, pois cada pessoa tem uma consciência própria e diversificada das outras tantas consciências.

Julgar uma ação é diferente de julgar a criatura. Posso julgar e considerar a prostituição moralmente errada, mas não posso e não devo julgar a pessoa prostituída. Ao usarmos da empatia, colocando-nos no lugar do outro, “sentindo e pensando com ele”, em vez de “pensar a respeito dele”, teremos o comportamento ideal diante dos atos e atitudes das pessoas.

Segundo Paulo de Tarso, “é indesculpável o homem, quem quer que seja, que se arvora em ser juiz. Porque julgando os outros, ele condena a si mesmo, pois praticará as mesmas coisas, atraindo-as para si, com seu julgamento”
O “Apóstolo dos Gentios” manifesta-se claramente, evidenciando nessa afirmativa que todo comportamento julgador estará, na realidade, estabelecendo não somente uma sentença, ou um veredicto, mas, ao mesmo tempo, um juízo, um valor, um peso e uma medida de como julgaremos a nós mesmos.

Essencialmente, tudo aquilo que decretamos ou sentenciamos tornar-se-á nossa “real medida”: como iremos viver com nós mesmos e com os outros.
O ser humano é um verdadeiro campo magnético, atraindo pessoas e situações, as quais se sintonizam amorosamente com seu mundo mental, ou mesmo de forma antipática com sua maneira de ser. Dessa forma, nossas afirmações prescreverão as águas por onde a embarcação de nossa vida deverá navegar.

Com frequência, escolhemos, avaliamos e emitimos opi­niões e, consequentemente, atraímos tudo aquilo que irradiamos. A psicologia diz que uma parte considerável desses pensamentos e experiências, os quais usamos para julgar e emitir pareceres, acon­tece de modo automático, ou seja, através de mecanismos não per­ceptíveis.
É quase inconsciente para a nossa casa mental o que escolhemos ou opinamos, pois, sem nos dar conta, acreditamos estar usando o nosso “arbítrio”, mas, na verdade, estamos optan­do por um julgamento predeterminado e estabelecido por "arqui­vos" que registram tudo o que nos ensinaram a respeito do que deveríamos fazer ou não, sobre tudo que é errado ou certo.
Poder-se-á dizer que um comportamento é completamente livre para eleger um conceito eficaz somente quando as decisões não estão confinadas a padrões mentais rígidos e inflexíveis, não estão estruturadas em conceitos preconceituosos e não estão alicerçadas em idéias ou situações semelhantes que foram vivenciadas no passado.

Hanói, Vietnã
Nossos julgamentos serão sempre os motivos de nossa li­berdade ou de nossa prisão no processo de desenvolvimento e crescimento espiritual.
Se criaturas afirmarem “idosos não têm direito ao amor”, limitando o romance só para os jovens, elas estarão condenando-se a uma velhice de descontentamento e solidão afetiva, desprovida de vitalidade.
Se pessoas declararem “homossexualidade é abominável” e, ao longo do tempo, se confrontarem com filhos, netos, parentes e amigos que têm algum impulso homossexual, suas medidas estarão estabelecidas pelo ódio e pela repugnância a esses mesmos entes queridos.
Se indivíduos decretarem ‘jovens não casam com idosos”, estarão circunscrevendo as afinidades espirituais a faixas etárias e demarcando suas afetividades a padrões bem estreitos e apertados quanto a seus relacionamentos.

Se alguém subestimar e ironizar “o desajuste emocional dos outros”, poderá, em breve tempo, deparar-se em sua própria existência com perplexidades emocionais ou dilemas mentais que o farão esconder-se, a fim de não ser ridicularizado e inferiorizado, como julgou os outros anteriormente.

Se formos juízes da “moral ideológica” e “sentimental”, sen­tenciando veementemente o que consideramos como “erros alheios”, estaremos nos condenando ao isolamento intelectual, bem como ao afetivo, pela própria detenção que impusemos aos outros, por não deixarmos que eles se lançassem a novas idéias e novas simpatias.

“Não julgueis, a fim de que não sejais julgados”, ou mes­mo, “se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles”, quer dizer, alertemo-nos quanto a tudo aquilo que afirmamos julgando, pois no “auditório da vida” todos somos “atores” e “escritores” e, ao mesmo tempo, “ouvintes” e “espectadores” de nossos próprios discursos, feitos e atitudes.

Para sermos livres realmente e para nos movermos em qualquer direção com vista à nossa evolução e crescimento como seres eternos, é necessário observarmos e concatenarmos nossos “pesos” e “medidas”, a fim de que não venhamos a sofrer constrangimento pela conduta infeliz que adotarmos na vida em forma de censuras e condenações diversas.
Do Livro Renovando  Atitudes(Capítulo 10, item 11)
Espírito Hammed, psicografia de Francisco do Espíorito Santo Netto
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

13 janeiro, 2011

Quadrinhos

"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

12 janeiro, 2011

Glorifiquemos

"Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre" - Paulo
FILIPENSES 4:20
Artesanato Ceramista

      Quando o vaso se retirou da cerâmica, dizia sem palavras:
      - Bendito seja o fogo que me proporcionou a solidez.
      Quando o arado se ausentou da forja, afirmava em silêncio:
      - Bendito seja o malho que me deu forma,
      Quando a madeira aprimorada passou a brilhar no palácio, exclamava, sem voz:
      - Bendita seja a lâmina que me cortou cruelmente, preparando-me a beleza.
      Quando a seda luziu, formosa.. no templo, asseverava no íntimo:
      - Bendita seja a feia lagarta que me deu vida.
      Quando a flor se entreabriu, veludosa e sublime, agradeceu, apressada:

      - Bendita a terra escura que me encheu de perfume.
Artesanato Madeira
      Quando o enfermo recuperou a saúde, gritou, feliz:
      - Bendita seja a dor que me trouxe a lição do equilíbrio.
      Tudo é belo, tudo é grande, tudo é santo na casa de Deus.       Agradeçamos a tempestade que renova, a luta que aperfeiçoa, o sofrimento que ilumina.
      A alvorada é maravilha do céu que vem após a noite na Terra.

      Que em todas as nossas dificuldades e sombras seja nosso Pai glorificado para sempre.
Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER

DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
 "Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

11 janeiro, 2011

O Remédio Salutar

A peregrinação na busca do remédio “certo”, que vai resolver nosso sofrimento, tem desviado nossa atenção da causa real das doenças. Você duvida? Então aprendamos com Emmanuel:

“Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros para que sareis.” – (TIAGO, 5:16.)
A doença sempre constitui fantasma temível no campo humano, qual se a carne fosse tocada de maldição; entretanto, podemos afiançar que o número de enfermidades, essencialmente orgânicas, sem interferências psíquicas, é positivamente diminuto.
A maioria das moléstias procede da alma, das profundezas do ser. Não nos reportando à imensa caudal de provas expiatórias que invade inúmeras existências, em suas expressões fisiológicas, referimo-nos tão-somente às moléstias que surgem, de inesperado, com raízes no coração.
Quantas enfermidades pomposamente batizadas pela ciência médica não passam de estados vibratórios da mente em desequilíbrio?
Pintura - Bouguereau(1825-1905), Psyche 1892
Qualquer desarmonia interior atacará naturalmente o organismo em sua zona vulnerável. Um experimentar-lhe-á os efeitos no fígado, outro, nos rins e, ainda outro, no próprio sangue.
Em tese, todas as manifestações mórbidas se reduzem a desequilíbrio, desequilíbrio esse cuja causa repousa no mundo mental.
O grande apóstolo do Cristianismo nascente foi médico sábio, quando aconselhou a aproximação recíproca e a assistência mútua como remédio salutares. 
O ofensor que revela as próprias culpas, ante o ofendido, lança fora detritos psíquicos, aliviando o plano interno; quando oramos uns pelos outros, nossas mentes se unem, no círculo da intercessão espiritual, e, embora não se verifique o registro imediato em nossa consciência comum, há conversações silenciosas pelo “sem-fio” do pensamento.
A cura jamais chegará sem o reajustamento íntimo necessário, e quem deseje melhoras positivas, na senda de elevação, aplique o conselho de Tiago; nele, possuímos remédio salutar para que saremos na qualidade de enfermos encarnados ou desencarnados.
Texto Rádio Boa Nova
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

08 janeiro, 2011

Ajudem os pequeninos



DÊ O EXEMPLO.(BLOG)
Enquanto gorjeiam pássaros coloridos pelo espaço azul, há outros que, feridos, caídos dos ninhos, são dependentes da boa vontade de quem os encontra, ou contarão com o faro aguçado de outros animais que lhes oferecerão perigos.
Há tantas aves que chilreiam pelas campinas ou que revoam sobre os canteiros em flor, exibindo a beleza da sua plumagem e, gárrulas, dançam em plena corte.
Há, por outro modo, aquelas avezitas detidas, engaioladas, limitadas, cujos matizes não se exibem nos espaços, e que não têm a liberdade de beijar o Sol ou de desfrutar dos ventos que sopram sob os anilados céus.
Da mesma forma que encontramos aves livres e leves, bem como outras reclusas e limitadas, temos as crianças.
Existem tantos lares-gaiolas, lares-prisões, lares-opressão, em contraste com poucos lares-canteiros, lares-bosques exuberantes, lares-céus azuis. Os primeiros são os que reprimem, que enxergam somente o lado sombrio de tudo, que mutilam o caráter, que inibem a criatividade, que maculam a pureza ou que perturbam a alma infantil, pela imperícia ou má vontade dos adultos que os manejam, enquanto que os segundos são os lares como Deus deseja para os Seus filhos recém chegados às experiências corporais: lares que observam, que norteiam, que corrigem, que cooperam para o acerto, que incentivam o bem, que valorizam as conquistas felizes, que deixam crescer os pequenos, enfim.
Há crianças que esperam que algum amigo ou vizinho possa resgatá-las dos tentáculos dos seus próprios ninhos, que as devoram, aos poucos; há outras, porém, aflitas diante da perspectiva ou da atuação da violência, ansiosas, neurotizadas. Outras mais, deprimidas em face do abandono a que são relegadas, esperam, desesperançadas o que o amanhã lhes propiciará.
Pensemos nesses pequeninos, como pensamos em nossos pássaros, em nossas aves que correm risco de extinção, e tratemos de presenteá-los com a contribuição do acompanhamento maduro e afetuoso, da assistência escolar, da formação moral nobre e segura, das horas de ludicidade construtiva, a fim de que os auxiliemos a superar a infância difícil, a meninice em perigo, tal como costumam encontrar ao chegar à Terra.
Será muito importante evitar atulhar a mente infantil com os produtos da perturbação comum dos adultos, seja a torpeza do palavreado desvairado e obsceno, seja do noticiário criminoso e amedrontador. Que lhe poupemos do excesso de atividades que não lhe deem chance de vivenciar a sua infância. Para a criança deverá haver hora para tudo, para a escola e para o brinquedo, para o alimento e para o sono, para a festa e a vivência dela consigo mesma, sem que uma atividade não comprometa a outra, e para que ela aprenda a coordenar seu tempo, a disciplinar-se, forjando os dias de harmonia e de maturidade para os caminhos futuros.
Com Jesus, a nossa criança estará amparada, instruída e aconchegada, se nos dispusermos a dar-lhe o ninho dos nossos próprios braços e dos nossos corações, aprumado nas ramagens da nossa lúcida inteligência, como faria o Divino Mestre, que rogou para que ninguém impedisse de chegar até Ele os pequeninos.
                                                            Clélia Rocha.
Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira,em 08.02.2005, na Fazenda Recreio, Pedreira-SP.Em 24.05.2010.
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07 janeiro, 2011

O mundo está cada vez melhor

A todo momento, se ouve dizer que a família se encontra em processo de extinção.
Quanta falsidade nesse conceito!
A família nunca se consolidou tanto quanto nos últimos decênios e não é difícil compreender por quê.
Recorramos à Bíblia.
Geralmente, os que mais se apegam ao Livro Sagrado de cristãos e judeus, radicalizando tudo, são os maiores detratores da família moderna.
Para cada família em desalinho, existem milhares de outras buscando o caminho reto, mas desconsideradas nesse juízo.
A lei civil cada vez protege e ampara mais a família.
Famílias em ebulição são exceções, destacadas pelo descalabro que apresentam. As famílias decentes e produtivas quase nunca merecem espaços na mídia, porque é o escândalo que dá ibope.
Consideremos tal qual narra a Bíblia. Vejamos a primeira família: Adão e Eva, Caim e Abel.
Nela, irmão matou irmão. A humanidade, segundo a versão bíblica, era composta por quatro pessoas. Então 25% dela estava podre.
Ainda no Gênesis, observemos Lot e sua família. Deus procurou em Sodoma e Gomorra 40 famílias corretas, apenas 40, para livrar as duas cidades pervertidas de uma chuva de fogo. Deixou por 35, depois por 30, 20 e 10 famílias, e Abraão não as encontrou.
Mas havia Lot, sua esposa e as duas filhas. Eles não eram maus e seriam livrados da catástrofe divina. Na hora da fuga de Sodoma, a mulher de Lot, vencida pela curiosidade, olha para trás e vira estátua de sal. Sobram o pai e as duas donzelas, que vão morar numa gruta. Lá, elas embebedam o genitor, com ele mantêm relação sexual e ficam grávidas. As crianças que nascem são, ao mesmo tempo, filhos e netos de Lot.
Abraão, o pai de todos os hebreus, tendo que ir um dia à cidade dos egípcios, convence sua mulher Sarah, que era linda, a tratá-lo como se não fosse sua esposa, mas irmã.
Assim, enquanto ela, com sua beleza, entretém os homens inimigos, o marido proxeneta faz outras coisas.
O rei Davi, autor das decantadas maravilhas dos Salmos, seduz Betsabá, espoça do seu general Urias. Ela fica grávida, ele manda buscar o marido que lutava na guerra, para que a infiel, dormindo com ele, o convencesse de que gerara o filho que já estava no seu ventre. Urias a evita, argumentando que não podia usufruir prazeres enquanto seus camaradas sofriam e morriam nos combates. O soberano, então, o devolve à frente de batalha, levando uma ordem secreta ao comandante geral do exército, no sentido de que envie Urias para a morte, e é prontamente obedecido.
Salomão, o mais sábio dos homens, era casado com a filha do faraó e mantinha um harém com 300 concubinas e 700 princesas.
Que beleza de famílias existiam nos tempos bíblicos, justamente constituídas por aqueles considerados exemplos de virtude!
Eram escândalos tenebrosos, em proporção espantosa, incomparavelmente maior do que na atualidade. Naquele tempo, a população do mundo não passava de algumas dezenas de milhões de pessoas.
Hoje, a população da Terra é de mais de seis bilhões de habitantes.
Até o próprio Jesus teve problemas em família. Seus irmãos - São Mateus cita quatro, nominalmente: Tiago, José, Simão e Judas, e fala em irmãs - não o consideravam. São Marcos relata que seus irmãos tentaram expulsá-lo da Judéia, considerando-o louco.
Família é isso mesmo, pois nela reencarnam espíritos que já se amavam em outras existências, para ampliação do amor na atual reencarnação, e até espíritos inimigos, para a transformação, no aconchego do lar, do ódio de ontem em amor, por ser o lar a maior e mais sublime escola do Universo.
A humanidade já foi, incomparavelmente, pior, aperfeiçoando-se lentamente nos ditames da lei da evolução. A História está aí, confirmando essa grande verdade. É só conferir o passado com o presente e projetar o futuro.
A solidariedade se amplia, o conforto surpreende. 
A segurança pública, tão criticada nestes dias, é mil e uma vezes mais abrangente e eficiente do que há 50 anos, quando a população também era bem menor.
Os povos se auxiliam nas tragédias coletivas.
O jornal, a televisão, o rádio e a revista vigiam os governos, denunciam e cobram dos políticos. 
As entidades de direitos humanos estão mais ativas do que nunca. As guerras caminham para o desaparecimento, na aldeia global em que a comunicação por satélites transformou todos os continentes.
A ciência, a técnica, a justiça dos homens e as relações internacionais, tudo melhora e numa velocidade alucinante.
Mas a violência, o crime organizado, não se tornou incontrolável? É indagação.
Jávier Godinho 
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

04 janeiro, 2011

Compaixão pela Natureza


Prevenir-se contra a destruição e o esbanjamento das riquezas da terra em explorações abusivas, quais sejam a queima dos campos, o abate desordenado das árvores generosas e o explosivo na pesca.
O respeito à Criação constitui simples dever.
Pelo Espírito André Luiz, médium Waldo Vieira
"Pois somos cooperadores de Deus." - Paulo(I Coríntios, 3:9)
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03 janeiro, 2011

Marchar


Não procures, amigo,
Muito conforto no caminho humano
E persiste em lutar...
Sem a nossa vitória no perigo,
Sem a rude lição do desespero,
É difícil marchar.
Carmen Cinira 

Não se demore na excessiva indagação do caminho certo aos pés alheios. Lembre-se de que você será, também, obrigado a marchar para os testemunhos.

Bezerra de Menezes
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."

01 janeiro, 2011

Escolha um Idioma